terça-feira, 3 de março de 2015

VENDA DE ATIVOS PÚBLICOS, UMA VERGONHA

A VENDA DE ESTATAIS ORQUESTRADA POR CRISE PRÉVIA É FALÁCIA COORDENADA ANTIGA, EM CANTIGA CUJA MODA ESTÁ NA HORA DE SER MODIFICADA E ERRADICADA DO CENÁRIO PÚBLICO NACIONAL
Estamos assistindo novamente a surrada moda de viola desafinada e antiquada por não ser pertencente a nenhum seresteiro de respeito, de voltar a vender bem de terceiros após a criação de clima de geração de imagem pública distorcida e absolutamente irreal.
Tudo começa a ficar claro, e, como o modus operandi dos meliantes continua o mesmo, desta vez a verdade aparece antes que efetivamente o povo e governo sejam embrulhados pela conversa desconcertante da venda de ativos em prol da eficácia administrativa da Petrobrás.
Tudo seria perfeitamente normal se não fosse forma vil de distorcer investigação séria conduzida pelo Juiz Moro, Polícia Federal e Ministério Público Federal, que precisam se atentar a realidade deste novo ataque projetado que usa indevidamente dos atributos investigativos e punitivos criminais com o propósito de venda de ativos, ao invés de eficacizar a administração de forma competente.
O vendilhão do templo serra, em entrevista a uol, possível de ser vista no google, prenunciou que os ativos da Petrobrás precisariam ser vendidos como forma de fechar a contabilidade da Petrobrás de forma positiva.
Quando a Presidente Dilma afirmou que a situação foi gerada no Governo FHC, tem parcial razão, e, até pode ser que aí esteja vinculado o resultado da investigação do Juiz Moro, não que não tenha responsabilidade sobre os fatos posteriores, nem que o Juiz Moro não tenha que fazer os relevantes Serviços que vem fazendo, todavia o resultado destas atividades ser a venda de ativos da Estatal sob a alegação de que existem ativos tóxicos e inadministráveis sem observar a possibilidade de o patrimônio ter destino diverso do pretendido e executado de venda cruel de empresas públicas de forma como nunca se vil que começou na era FHC e tudo indica, porque não apoia o impeachment contará com o apoio da venda de ativos da estatal.
Ora, a estatal, como a dona de casa, precisa ser bem administrada, ninguém vende a mãe, pai e filhos, até porque a crime, e, quando a crise se revela, o momento é de união e busca de soluções que não importem e venda de ativos, mas torna-los eficazes, até porque foram fruto de esforço coletivo a aquisição e manutenção e a venda, antes de consulta popular de políticas alternativas na busca de eficácia eleva o quadro a pergunta do que o PSDB tanto faz questão de vender o patrimônio do governo que não é próprio mas do patrimônio familiar que é seu, sequer discute a questão.
Sou partidário da eficácia, da busca de soluções que otimizem investimentos realizados, esta conversa de venda de patrimônio público porque não cumpre as funções de estado é cantiga antiga, e, o que é pior, sempre se mostra desarrazoada, porque sempre vem o resultado de que a venda transforma como mágica a contabilidade de vermelha em verde, sem investimentos, sem novas clientelas, sem novos fornecedores.
O quadro demonstra que temos políticos vinculados a receber recursos derivados de impostos e fontes naturais de recursos públicos, transformam em entes públicos que deveriam dar lucro, e, ante a falta de política de controle antecipado de gastos, torna a iniciativa útil a venda e todos os envolvidos passam a ganhar novamente com a venda, isto quando a gente passa a perceber que o modus operandi é falacioso.
É falacioso, porque em todos os casos de venda de bancos estaduais, por exemplo, não houve crescimento do braço forte por serviços bancários de primeira grandeza, o investimento em desenvolvimento, mas decorrente da cobrança de juros extorsivos tornando os bancos eficazes não por ação da conjuntura, mas por permissivo da autoridade de fiscalização bancária que permite o crescimento desordenado do setor, em detrimento do crescimento da indústria, comércio e prestação de serviços, que ficam engessados ao crescimento por conta de pagamento de juros bancários e tributos em índices sem precedentes nem base comparativas em termos mundiais.
As comentaristas Monica Leitão e Thais Herédia como qualquer analista que se presta, ao veicular a notícia de hoje, demonstram em seus gestos a vergonha de veicular notícia que representa este desmonte programada do dinheiro público, uma vergonha que os meios de mídia às custas do dinheiro investido pelo governo tenham que endossar políticas públicas que não concordam, fato que, igualmente devemos evoluir pra garantir as entidades de veiculação de noticia a liberdade de veicular notícias públicas de forma livre da partidarização.
Ou seja, quando se cria a empresa pública, se faz de forma programada a não dar lucro e posteriormente vender, com o objeto de somente dar lucro aos novos administradores, geralmente testas de ferro destes vendedores, em sistema muito difícil de ser detectado, mas basta a análise de que sem incremento de ativos as empresas antes deficitárias e descumpridoras de metas públicas, passam, em passe de mágica a dar lucro aos cofres particulares, veja-se aí o caso vergonhoso da vale.
Neste momento apesar de ser partidário do impeachment ou da renúncia do governo, mas vendo que o governo está sendo embrulhado com esta falácia enganosa, cumpre-me denunciar esta cantiga desafinada, que pode ser substituída por política séria de combate preventivo ao deficit público, com controle simultâneo de gastos pelos órgãos de fiscalização e controle tributário e policial, por medida de origem somente de regulação do poder executivo, de modo que a realidade que se avizinha possa ser modificada.
Esta cota de colaboração representa o interesse particular de ver a coisa pública funcionando de forma eficaz, o que independe de quem esteja governando, em razão da necessidade urgente de não ver a Petrobrás vendida, sem antes outra solução mais lucrativa seja observada.
Governo, talvez seja a última oportunidade de reverter o quadro da história em seu favor, o que lucrar agora não é nada, o que gerar de dividendos em favor dos interesses nacionais é que revelará os verdadeiros estadistas que precisamos, aproveite a chance para entrar no rol dos políticos que fizerem de seu múnus o que realmente se comprometeu sem mais manchas.
Brasil, 03  de março de 2015
HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO

OAB SC 7487 DF 36606 OAPT 53040C

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