A VENDA DE ESTATAIS ORQUESTRADA POR CRISE PRÉVIA É FALÁCIA
COORDENADA ANTIGA, EM CANTIGA CUJA MODA ESTÁ NA HORA DE SER MODIFICADA E
ERRADICADA DO CENÁRIO PÚBLICO NACIONAL
Estamos assistindo novamente a surrada moda de viola
desafinada e antiquada por não ser pertencente a nenhum seresteiro de respeito,
de voltar a vender bem de terceiros após a criação de clima de geração de
imagem pública distorcida e absolutamente irreal.
Tudo começa a ficar claro, e, como o modus operandi dos meliantes continua o mesmo, desta vez a verdade
aparece antes que efetivamente o povo e governo sejam embrulhados pela conversa
desconcertante da venda de ativos em prol da eficácia administrativa da Petrobrás.
Tudo seria perfeitamente normal se não fosse forma vil de
distorcer investigação séria conduzida pelo Juiz Moro, Polícia Federal e Ministério
Público Federal, que precisam se atentar a realidade deste novo ataque
projetado que usa indevidamente dos atributos investigativos e punitivos
criminais com o propósito de venda de ativos, ao invés de eficacizar a
administração de forma competente.
O vendilhão do templo serra, em entrevista a uol, possível de
ser vista no google, prenunciou que os ativos da Petrobrás precisariam ser
vendidos como forma de fechar a contabilidade da Petrobrás de forma positiva.
Quando a Presidente Dilma afirmou que a situação foi gerada
no Governo FHC, tem parcial razão, e, até pode ser que aí esteja vinculado o
resultado da investigação do Juiz Moro, não que não tenha responsabilidade
sobre os fatos posteriores, nem que o Juiz Moro não tenha que fazer os
relevantes Serviços que vem fazendo, todavia o resultado destas atividades ser
a venda de ativos da Estatal sob a alegação de que existem ativos tóxicos e inadministráveis
sem observar a possibilidade de o patrimônio ter destino diverso do pretendido
e executado de venda cruel de empresas públicas de forma como nunca se vil que
começou na era FHC e tudo indica, porque não apoia o impeachment contará com o
apoio da venda de ativos da estatal.
Ora, a estatal, como a dona de casa, precisa ser bem
administrada, ninguém vende a mãe, pai e filhos, até porque a crime, e, quando
a crise se revela, o momento é de união e busca de soluções que não importem e
venda de ativos, mas torna-los eficazes, até porque foram fruto de esforço
coletivo a aquisição e manutenção e a venda, antes de consulta popular de políticas
alternativas na busca de eficácia eleva o quadro a pergunta do que o PSDB tanto
faz questão de vender o patrimônio do governo que não é próprio mas do patrimônio
familiar que é seu, sequer discute a questão.
Sou partidário da eficácia, da busca de soluções que otimizem
investimentos realizados, esta conversa de venda de patrimônio público porque não
cumpre as funções de estado é cantiga antiga, e, o que é pior, sempre se mostra
desarrazoada, porque sempre vem o resultado de que a venda transforma como mágica
a contabilidade de vermelha em verde, sem investimentos, sem novas clientelas,
sem novos fornecedores.
O quadro demonstra que temos políticos vinculados a receber
recursos derivados de impostos e fontes naturais de recursos públicos,
transformam em entes públicos que deveriam dar lucro, e, ante a falta de política
de controle antecipado de gastos, torna a iniciativa útil a venda e todos os
envolvidos passam a ganhar novamente com a venda, isto quando a gente passa a
perceber que o modus operandi é
falacioso.
É falacioso, porque em todos os casos de venda de bancos
estaduais, por exemplo, não houve crescimento do braço forte por serviços bancários
de primeira grandeza, o investimento em desenvolvimento, mas decorrente da
cobrança de juros extorsivos tornando os bancos eficazes não por ação da
conjuntura, mas por permissivo da autoridade de fiscalização bancária que
permite o crescimento desordenado do setor, em detrimento do crescimento da indústria,
comércio e prestação de serviços, que ficam engessados ao crescimento por conta
de pagamento de juros bancários e tributos em índices sem precedentes nem base
comparativas em termos mundiais.
As comentaristas Monica Leitão e Thais Herédia como qualquer
analista que se presta, ao veicular a notícia de hoje, demonstram em seus
gestos a vergonha de veicular notícia que representa este desmonte programada
do dinheiro público, uma vergonha que os meios de mídia às custas do dinheiro
investido pelo governo tenham que endossar políticas públicas que não concordam,
fato que, igualmente devemos evoluir pra garantir as entidades de veiculação de
noticia a liberdade de veicular notícias públicas de forma livre da
partidarização.
Ou seja, quando se cria a empresa pública, se faz de forma
programada a não dar lucro e posteriormente vender, com o objeto de somente dar
lucro aos novos administradores, geralmente testas de ferro destes vendedores,
em sistema muito difícil de ser detectado, mas basta a análise de que sem
incremento de ativos as empresas antes deficitárias e descumpridoras de metas públicas,
passam, em passe de mágica a dar lucro aos cofres particulares, veja-se aí o
caso vergonhoso da vale.
Neste momento apesar de ser partidário do impeachment ou da
renúncia do governo, mas vendo que o governo está sendo embrulhado com esta falácia
enganosa, cumpre-me denunciar esta cantiga desafinada, que pode ser substituída
por política séria de combate preventivo ao deficit público, com controle simultâneo
de gastos pelos órgãos de fiscalização e controle tributário e policial, por
medida de origem somente de regulação do poder executivo, de modo que a
realidade que se avizinha possa ser modificada.
Esta cota de colaboração representa o interesse particular de
ver a coisa pública funcionando de forma eficaz, o que independe de quem esteja
governando, em razão da necessidade urgente de não ver a Petrobrás vendida, sem
antes outra solução mais lucrativa seja observada.
Governo, talvez seja a última oportunidade de reverter o
quadro da história em seu favor, o que lucrar agora não é nada, o que gerar de
dividendos em favor dos interesses nacionais é que revelará os verdadeiros
estadistas que precisamos, aproveite a chance para entrar no rol dos políticos que
fizerem de seu múnus o que realmente se comprometeu sem mais manchas.
Brasil,
03 de março de 2015

HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO
OAB SC 7487 DF 36606 OAPT 53040C
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